Agradeço muito todo o carinho que venho recebendo, com mensagens (comentários, e-mails, msn) de esperança e de força. Muito obrigada!!!!
Passo apenas para contar que estou fazendo o maior esforço para colar os caquinhos que sofraram e em breve espero estar toda coladinha e pronta para recomeçar a nova fase da minha vida.
Tudo que venho passando serviu para me mostrar que eu não consigo resolver tudo e que existem coisas que não é possível segurar, é como tentar segurar água, sabem?
Bom, passei em consulta e minha suspeita (lembram? insuficiência istmo cervical) não confere. Minha médica, como já era de se esperar, não teve nenhuma explicação científica para me dar. Meus exames todos normais, análise da placenta e cordão umbilical normais, ou seja, ficarei com esta dúvida para o resto de minha vida.
Segundo ela, após 03 meses já estou apta fisicamente para engravidar novamente. Como sabemos que nem sempre corpo e mente caminham lado a lado, reconheço que preciso correr para curar a mente que está extremanente ferida.
Hoje estou um pouco melhor, mas desde segunda-feira (dia da consulta) a única coisa que faço e me remoer tentando encontrar aquela resposta, para acalmar meu coração, mas não encontrei, então passei a rezar e pedir conforto.
Minha recuperação está lenta (será?) na opinião de muitos, mas decidi que deixarei caminhar da forma que está, não me apressarei em visitar ninguém, em conversar com ninguém, aos poucos retomarei tudo.
A esperança não morreu, foi apenas mitigada, mas com todas as mensagens e vibrações positivas ela está reacendendo. Espero que daqui 03 meses ela esteja do maior que a maior fogueira do muito.
Um forte abraço e até breve.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
A recuperação
Olá Pessoal,
Decidi deixar público novamente o blog, pois assim como eu exitem diversas pessoas que passaram pela mesma situação e refizeram vossas vidas, afinal estavamos vivas e apesar da dor a continuidade existe.
Confesso que a dor continua, mas estou juntando forças para retomar minha vida, claro que não será como antes do dia 16.06.2011, agora tenho muitos medos, ainda não consigo tocar no assunto com naturalidade e passar por locais onde fui antes com minha barriguinha, mas a vida continua....
Fiquei esta semana inteira enclausurada, não quis ver ninguém, não atendi telefonemas, fiz diversas pesquisas na internet buscando respostas para o ocorrido, a mais aceitável, porém não definitiva é que tenho a chamada insuficiência istmo cervical, pelo que entendi o colo do útero não suporta o peso e a bolsa se rompe, este problema ocorre entre a 18ª semana e a 22ª semana, como o bebê é muito pequeninho ele não sobrevive. No meu caso foi natmorto.
Pelas minhas pesquisas, claro que devemos filtrar muito o que lemos da internet, mas de qualquer forma foi o que encontrei em diversos sites consultados, até 03 abortos espontâneos é aceitável e não significa que a mulher tenha problemas, achei um absurdo!!! Já pensou a mulher que passa por diversas vezes pelo mesmo sofrimento e precisa escutar que é Normal!!! Normal pra quem??? A resposta pode ser está somente para quem não passou pelo sofirmento. Eu não tenho o menor perfil para ser médica, como podem ter percebido gosto de coisa que tenham respostas, acredito que para tudo tem um jeito, por isso sou advogada, por mais inexplicável a situação o Advogado sempre encontrará uma saída.
Vou continuar postando, com menor frequência e pode ser que quando eu engravidar novamente eu não comunique, apenas para me preservar, irei escrevendo para deixar registrado e passado o período de risco postarei.
As postagens não ocorreram com a mesma frequência que antes, afinal não tenho nada de tão interessante para escrever, mas não abandonarei os projetos, nem de engravidar e nem do blog.
Um forte abraço e até breve
Decidi deixar público novamente o blog, pois assim como eu exitem diversas pessoas que passaram pela mesma situação e refizeram vossas vidas, afinal estavamos vivas e apesar da dor a continuidade existe.
Confesso que a dor continua, mas estou juntando forças para retomar minha vida, claro que não será como antes do dia 16.06.2011, agora tenho muitos medos, ainda não consigo tocar no assunto com naturalidade e passar por locais onde fui antes com minha barriguinha, mas a vida continua....
Fiquei esta semana inteira enclausurada, não quis ver ninguém, não atendi telefonemas, fiz diversas pesquisas na internet buscando respostas para o ocorrido, a mais aceitável, porém não definitiva é que tenho a chamada insuficiência istmo cervical, pelo que entendi o colo do útero não suporta o peso e a bolsa se rompe, este problema ocorre entre a 18ª semana e a 22ª semana, como o bebê é muito pequeninho ele não sobrevive. No meu caso foi natmorto.
Pelas minhas pesquisas, claro que devemos filtrar muito o que lemos da internet, mas de qualquer forma foi o que encontrei em diversos sites consultados, até 03 abortos espontâneos é aceitável e não significa que a mulher tenha problemas, achei um absurdo!!! Já pensou a mulher que passa por diversas vezes pelo mesmo sofrimento e precisa escutar que é Normal!!! Normal pra quem??? A resposta pode ser está somente para quem não passou pelo sofirmento. Eu não tenho o menor perfil para ser médica, como podem ter percebido gosto de coisa que tenham respostas, acredito que para tudo tem um jeito, por isso sou advogada, por mais inexplicável a situação o Advogado sempre encontrará uma saída.
Vou continuar postando, com menor frequência e pode ser que quando eu engravidar novamente eu não comunique, apenas para me preservar, irei escrevendo para deixar registrado e passado o período de risco postarei.
As postagens não ocorreram com a mesma frequência que antes, afinal não tenho nada de tão interessante para escrever, mas não abandonarei os projetos, nem de engravidar e nem do blog.
Um forte abraço e até breve
terça-feira, 21 de junho de 2011
A perda
No último dia 15.06.2011 tive alguns fortes contrações, momentos em que a barriga ficava dura, dava uma forte dor e passava.
Entrei em contato com minha médica, que solicitou minha ida a um hospital. Assim procedi, fui examinada e o meu bebê estava com os batimentos cardíacos normais, minha pressão estava normal, não estava em trabalho de parto e então fui liberada.
No dia 16.06.2011 as dores voltaram, eu estava comprando o quartinho do meu bebê quando liguei para minha médica que pediu que eu colocasse o ultragestan e fosse para o hospital. Retornei para minha casa tomei um banho, coloquei o ultragestan e deitei. Para ver se passava, quando de repente minha bolsa rompeu.
Fui o maior desespero da minha vida....
Comecei a gritar e em menos de 15 minutos estávamos no hospital, mas infelizmente eu já havia perdido muito líquido. Fui examinada e a médica do plantão imediatamente ligou para minha médica.
A todo momento eu implorava para salverem meu filho.... Senti muita dor física, mas a dor maior era no coração, pois sabia que estava perdendo meu bebê.
Fiz um primeiro US onde foi detectado que o bebê ainda estava vivo, mas sem líquido algo.
Quando minha médica chegou eu já estava no Centro Obstétrico sentindo muita dor. Questionei sobre o bebê, já sabendo a resposta, mas tinha esperança... Ela disse que na idade gestacional que eu me encontrava era extremamente difícil que o bebê sobrevivesse.
Naquele momento, parei de chorar e passei a pensar no meu Marido e na minha família, já que não havia jeito de salvar nosso filho que então Deus não fizesse meu Marido precisar passar pela dor de ter que registrar e enterrar nosso bebê.
Nisso eu fui atendida. Nosso bebê nasceu espontaneamente às 03h00 do dia 17.06.11 com apenas 385 g e então não seria necessário cumprir com qualquer protocolo.
Passei por toda a dor do parto. Senti meu filho saindo do meu ventre, mas não ouvi aquele chorinho que toda mãe espera.
É inexplicável a dor.... Nada consola....
Após o aborto passei por uma curetagem às 04h00 e depois por outra às 20h00, ambas do dia 17.06.2011.
Tive alta no dia 18.06.2011 às 17h00, momento em que bateu o desespero maior... retornar para minha casa sem minha barriguinha e principalmente sem meu bebê.
Hoje, dia 21.06.2011, estou apenas buscando uma explicação, já pesquisei na internet, mas nada se enquadra no meu perfil clínico.
Quero ficar sozinha, ou melhor, a única voz que quero ouvir no momento é de meu Marido, que está sentindo a mesma dor que eu.
Sei que meus familiares e amigos também estão sofrendo, mas a dor é nossa.
A solidão me confere o direito de não precisar explicar o inexplicável. Não responder como estou, pois para mim é óbvio, entre outras observações.
Não sei quando vou liberar este post, hoje escrevo apenas para desabafar.
No próximo dia 27.06.2011 retorno à médica, espero que haja uma explicação clínica para o ocorrido, afinal quero engravidar novamente.
Um forte abraço e até breve.
Entrei em contato com minha médica, que solicitou minha ida a um hospital. Assim procedi, fui examinada e o meu bebê estava com os batimentos cardíacos normais, minha pressão estava normal, não estava em trabalho de parto e então fui liberada.
No dia 16.06.2011 as dores voltaram, eu estava comprando o quartinho do meu bebê quando liguei para minha médica que pediu que eu colocasse o ultragestan e fosse para o hospital. Retornei para minha casa tomei um banho, coloquei o ultragestan e deitei. Para ver se passava, quando de repente minha bolsa rompeu.
Fui o maior desespero da minha vida....
Comecei a gritar e em menos de 15 minutos estávamos no hospital, mas infelizmente eu já havia perdido muito líquido. Fui examinada e a médica do plantão imediatamente ligou para minha médica.
A todo momento eu implorava para salverem meu filho.... Senti muita dor física, mas a dor maior era no coração, pois sabia que estava perdendo meu bebê.
Fiz um primeiro US onde foi detectado que o bebê ainda estava vivo, mas sem líquido algo.
Quando minha médica chegou eu já estava no Centro Obstétrico sentindo muita dor. Questionei sobre o bebê, já sabendo a resposta, mas tinha esperança... Ela disse que na idade gestacional que eu me encontrava era extremamente difícil que o bebê sobrevivesse.
Naquele momento, parei de chorar e passei a pensar no meu Marido e na minha família, já que não havia jeito de salvar nosso filho que então Deus não fizesse meu Marido precisar passar pela dor de ter que registrar e enterrar nosso bebê.
Nisso eu fui atendida. Nosso bebê nasceu espontaneamente às 03h00 do dia 17.06.11 com apenas 385 g e então não seria necessário cumprir com qualquer protocolo.
Passei por toda a dor do parto. Senti meu filho saindo do meu ventre, mas não ouvi aquele chorinho que toda mãe espera.
É inexplicável a dor.... Nada consola....
Após o aborto passei por uma curetagem às 04h00 e depois por outra às 20h00, ambas do dia 17.06.2011.
Tive alta no dia 18.06.2011 às 17h00, momento em que bateu o desespero maior... retornar para minha casa sem minha barriguinha e principalmente sem meu bebê.
Hoje, dia 21.06.2011, estou apenas buscando uma explicação, já pesquisei na internet, mas nada se enquadra no meu perfil clínico.
Quero ficar sozinha, ou melhor, a única voz que quero ouvir no momento é de meu Marido, que está sentindo a mesma dor que eu.
Sei que meus familiares e amigos também estão sofrendo, mas a dor é nossa.
A solidão me confere o direito de não precisar explicar o inexplicável. Não responder como estou, pois para mim é óbvio, entre outras observações.
Não sei quando vou liberar este post, hoje escrevo apenas para desabafar.
No próximo dia 27.06.2011 retorno à médica, espero que haja uma explicação clínica para o ocorrido, afinal quero engravidar novamente.
Um forte abraço e até breve.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A barriguinha
Olá Pessoal,
Seguem algumas fotos da minha barriguinha que está virando barrigão, risos!!!!
Seguem algumas fotos da minha barriguinha que está virando barrigão, risos!!!!
Foto retirada em 12.05.2011 - dia do meu aniversário e dia da confirmação do sexo - MENINO.
16 semanas completas
Foto retirada em 20.05.2011 - viagem para Gramado/RS.
17 semanas completas
Foto retirada em 11.06.2011 - 20 semanas completas
Um forte abraço e até breve.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Momento Reflexão
Paciência
No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem - e completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar...
Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?
Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!
Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.
Ela disse:
Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem - e completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar...
Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?
Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!
Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.
Recebi a mensagem acima de uma grande amiga e gostaria de compartilhar com vocês. Acredito que todos nós vivemos dias difícies e muito corridos, mas nossos entes queridos necessitam de afeto, carinho e atenção, então nem que seja por apenas 05 minutos, pare e escute, converse com eles, principalmente com seus filhos, pais, irmãos e amigos, pode ter certeza que muitos esperam ô dia inteiro para ouvir sua voz.
Um forte abraço e até breve.
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